terça-feira, 24 de abril de 2012

Cardeal Cláudio Hummes fala sobre os desafios de inculturar a fé nos povos da Amazônia

       Hoje, 24, na coletiva de imprensa da 50ª AG dos bispos da CNBB, esteve presente o arcebispo emérito de São Paulo e Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, Cardeal Cláudio Hummes. Na ocasião, o arcebispo afirmou que “a fé tem um caráter missionário”, e falou sobre os desafios de levar a evangelização a povos longínquos da Amazônia como ribeirinhos, povos da floresta e indígenas.
      Durante sua declaração, o cardeal ressaltou que um dos desafios da missão evangelizadora, é a falta de uma constante formação de clero local nessas comunidades da floresta. “Existe uma dificuldade cultural de se formar padres nessas localidades”, disse dom Cláudio Hummes.  De acordo com o cardeal, mesmo entre os índios católicos, que fazem parte da igreja há três ou quatro gerações, é complexa a tarefa de formação de sacerdotes.
       “Na igreja, a cultura europeia tem uma preponderância muito grande, então como um índio, por exemplo, se sente em um seminário, onde a grande maioria são brancos, e poucos índios? Obviamente eles não se sentem em casa”, explica. Além da questão cultural, para ele, há a necessidade de se destinar mais verbas para os povos da Amazônia. “Como acolher as vocações se os recursos são escassos?”, questiona o cardeal.
       Para dom Cláudio, é sempre um desafio quando duas culturas distintas têm que coexistir. Com os índios, por exemplo, ele explica que a forma ideal de conviver e de evangelizar, é a partir do diálogo. “Temos que ouvir os povos indígenas. Eles têm uma forma própria de entender a vida, tem sua religiosidade. É preciso dialogar com esses elementos verdadeiros que eles possuem”, disse.
       O Cardeal acredita que é necessário fazer com que a fé no evangelho amadureça nas localidades cristãs. “A igreja missionária deve inculturar a fé nas culturas onde se prega o evangelho. Uma fé não inculturada, não é uma fé vivida e madura”, alega.
       O arcebispo finalizou dizendo que um dos grandes desafios é fazer cm que a Amazônia avance sem perder sua identidade. “Temos que atender aos pedidos dos povos, ouvir suas necessidades. Eles precisam ser ouvidos para serem sujeitos de sua própria história. Temos que fazer com que a Amazônia progrida, porém mantendo sua particularidade”, disse.

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Feira de artesanato do Dia das Mães

       Atenção todos os que tiverem interesse em expor seus trabalhos manuais na feira de artesanato da paróquia: ainda temos vagas para expositores! Obtenha outras informações na secretaria paroquial com a secretária Mara e participe.

Barraca Missionária

    
     O COMIPA comunica que no próximo sábado, dia 28, a barraca missionária será montada ao lado do aquário municipal e haverá distribuição de materiais de evangelização. A concentração será na paróquia às 15h e, em seguida, o grupo fará uma caminhada até o local.
     Lembre-se de que você também é missionário.

Vigília das Mães


       O grupo de oração Rainha da Paz convida a todos para a Vigília das Mães com a bênção do Santíssimo Sacramento. Será nesta sexta-feira, dia 27, às 16h. Traga produtos de higiene pessoal para serem encaminhados à Pastoral Carcerária da Diocese.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

CIMI: 40 anos de luta a favor dos povos indígenas

       A presença da Igreja nas aldeias juntos aos povos indígenas, em uma perspectiva de solidariedade, de doação, de respeito e de generosa aceitação das culturas. Esta é a missão do Conselho Indiginista Missionário (CIMI), conforme afirmou o bispo da Prelazia de Xingu (PA) e presidente do CIMI, Dom Erwin Krautler.
“Precisamos sensibilizar a sociedade, pois só envolvendo as pessoas com os sofrimentos desse povo vamos conseguir conscientizar que temos uma grande dívida com os povos indígenas”, afirmou o  bispo.
      Fundado em 1972, o CIMI celebra neste ano 40 anos de lutas a favor dos povos indígenas. De acordo com Dom Erwin o que mais marcou a luta do CIMI ao longo destes anos foi o sangue derramado de seus mártires. “Acredito que não exista uma pastoral que tenha gerado tantos mártires quanto esta. O sangue derramado dos mártires é a semente dessa luta pela ressurreição dos povos indígenas”, acrescentou.
       Dom Erwin destacou que o atual cenário dos povos indígenas não é favorável à suas lutas. “A política indigenista oficial não é favorável aos povos indígenas. Lamentamos que embora os índios estejam ancorados pela lei, ela não seja respeitada”, concluiu.

                                                          Qui, 19 de Abril de 2012 11:11
                                                                     por: cnbb
                                                   

domingo, 15 de abril de 2012

CNBB manifesta posição contrária à decisão do STF .

         Após dois dias de apreciação sobre a legalidade do aborto de fetos anencéfalos, o Supremo Tribunal Federal (STF), foi favorável à legalização do ato, também chamado de antecipação terapêutica do parto. Diante da decisão, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota lamentando o parecer, por considerar que tal prática é “descartar um ser humano frágil e indefeso".
         De acordo com o documento expedido pela CNBB, apenas o Congresso Nacional pode legislar, com isso, não é atribuição do STF modificar a lei penal legalizando o aborto. “Com esta decisão, a Suprema Corte parece não ter levado em conta a prerrogativa do Congresso Nacional cuja responsabilidade última é legislar.”
         Na nota, foram mencionados os princípios da “inviolabilidade do direito à vida”, da “dignidade da pessoa humana” e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação, como reza o artigo 5° (caput; 1°, III e 3°, IV) da Constituição Federal. No entanto, para a maioria dos ministros – oito manifestações favoráveis e duas contra –, não há aborto no caso dos anencéfalos. Os magistrados entendem que não há vida em potencial, baseados na convicção que o feto anencéfalo é um natimorto biológico.
         Entretanto, a CNBB tem posição contrária ao entendimento da corte. “Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso. A ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não aceita exceções. Os fetos anencefálicos, como todos os seres inocentes e frágeis, não podem ser descartados e nem ter seus direitos fundamentais vilipendiados!”, afirma o documento.
         Na conclusão da nota, a CNBB afirma que “ao defender o direito à vida dos anencefálicos, a Igreja se fundamenta numa visão antropológica do ser humano, baseando-se em argumentos teológicos éticos, científicos e jurídicos.” Tal juízo, dá subsídio ao princípio de que também é um dever da Igreja “a participação efetiva na defesa e na promoção da dignidade e liberdade humanas”, o que exclui argumentos que afirmam se tratar de intervenção da religião, no Estado laico.
                
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                                                     Sex, 13 de Abril de 2012 14:54 /
                                Atualizado - Sex, 13 de Abril de 2012 15:04 por: cnbb

 

sábado, 14 de abril de 2012

Domingo de Páscoa

          Jesus Cristo ressuscitou. Aleluia! 
       A vida venceu a morte. Jesus rompeu as barreiras do tempo e do espaço.
      As festividades começaram às 5h30,  com a celebração da missa da aurora e café da manhã comunitário.  Após a missa das 9h, ocorreu a Procissão de Senhor Ressuscitado e de Nossa Senhora da Exultação em que a comunidade pôde demonstrar sua alegria e esperança. A vitória do Senhor foi rememorada em duas outras missas ( 17h e 19h), em meio a  muitos elementos que  estão sempre presentes nos rituais há centenas de anos. O mais antigo símbolo da Páscoa é a cor branca, que simboliza a pureza, a paz, a vitória, a ressurreição e a alegria









Sábado Santo

       É o dia em que experimentamos o vazio. Deus morreu. A celebração  no sábado à noite é  a   Vigília Pascal.
      No início da cerimônia, na entrada da igreja,  houve a bênção do fogo, chamado de “fogo novo”,  símbolo da vida nova renovada pela morte e ressurreição de Jesus.
       O Círio Pascal foi aceso pela primeira vez neste ano. Nele foi feita a inscrição do ano em curso, sendo cravados cinco grãos de incenso para lembrar as cinco chagas de Cristo e as letras gregas Alfa e Ômega ( primeira e última letra do alfabeto), o princípio e o fim. 
        Dentro do templo, fiéis acenderam velas para aguardar o seu Senhor chegar, para que os encontre em vigília e os faça sentar à sua mesa. O sacerdote abençoou a água batismal que será utilizada nos batismos durante todo o ano. Mergulhando o Círio Pascal nela, invocou a força do Espírito Santo e  batizou  oito jovens da comunidade. Após a renovação da promessas batismais, a assembleia  foi aspergida com água benta, para a purificação e renovação.
        Anteriormente, pela manhã, ocorreu no Núcleo de Evangelização a cerimônia de Consolação da Nossa Senhora, com cantos e orações.





Sexta-feira Santa

        Nesse dia  celebramos e contemplamos o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo às 15h na paróquia, seguindo o rito romano. A liturgia da Palavra introduziu os fiéis no mistério de sua morte, uma ação livre para a salvação de toda a humanidade, e a veneração da cruz. À noite ocorreu a procissão do Senhor Morto pelas ruas do bairro, num exercício piedoso de demonstração da importância desta data para a fé cristã. Ao final, houve o translado de Nossa Senhora ao Núcleo de Evangelização.










sexta-feira, 13 de abril de 2012

Encenação emociona cristãos do bairro Aparecida

        Dezenas de fiéis acompanharam nesta sexta-feira a  encenação da via sacra, no bairro da Aparecida, em Santos. A encenação é realizada desde 2004 pelo grupo de jovens da Igreja Nossa Senhora de Aparecida.
        Eles relembraram as últimas doze horas da vida de Jesus Cristo, antes da crucificação.
        Com uma coroa de espinhos na cabeça, carregando uma cruz, o personagem que interpretava o filho de Deus percorreu diversas ruas da região, para mostrar o calvário vivido por Cristo, da prisão até a morte.
         Ao todo, foram 15 atos que representaram as principais passagens bíblicas que narram a Paixão de Cristo.

                                                     www.atribuna.com.br/noticias.asp
                                                   Sexta-feira, 6 de abril de 2012 - 13h04









Quinta-feira Santa

        Na Quinta-feira Santa  foram celebradas duas missas: uma  na Catedral, a  missa dos Santos Óleos, onde  houve a bênção do óleo do batismo e dos enfermos e a consagração do óleo do crisma.  Em torno da mesa eucarística, o Bispo D. Jacyr Francisco Braido, sacerdotes, presbíteros, diáconos e seminaristas uniram-se em oração pela unidade da Igreja. 
         A outra  ocorreu na paróquia, foi a missa da Ceia do Senhor em que se relembrou a primeira   Quinta-feira Santa,  quando Jesus instituiu a eucaristia e o sacerdócio. Num gesto de humildade e serviço, Ele lava os pés dos discípulos, antes da Última Ceia.  Nosso pároco, Pe. Carlos, imitou e celebrou esse gesto lavando os pés de  doze paroquianos, demonstrando que o papel dos cristãos é colocar-se abaixo, considerando os outros superiores a si mesmos.






quinta-feira, 12 de abril de 2012

Procissão do Encontro

         Na Quarta-feira Santa, à noite, mulheres paroquianas foram  à  pça  da imagem de Nossa Senhora no BNH  para,  em procissão, carregarem  a imagem de Nossa Senhora das Dores,  entoando cantos penitenciais até à Pça Nossa Senhora Aparecida.  Lá aconteceu  o encontro com outra procissão, oriunda da Paróquia São Jorge Mártir, em que homens paroquianos carregavam a imagem do Senhor dos Passos, figura de Jesus Cristo coroado de espinhos, ensanguentado, carregando uma cruz às costas. Juntas, as duas procissões adentraram a igreja, aonde o diácono João Batista fez um apelo à conversão, recorrendo à dramaticidade da dor de Nossa Senhora e o sofrimento de Jesus.