quinta-feira, 17 de maio de 2012

Peregrinação ao Santuário de Fátima

        A 13 de maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos.
         Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos pendia um terço branco.
        A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. As crianças assim fizeram. A 19 de agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém.
        Na última aparição, a 13 de outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a "Senhora do Rosário" e que fizessem ali uma capela em Sua honra. Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em julho e setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.
        Posteriormente, sendo Lúcia religiosa de Santa Doroteia, Nossa Senhora apareceu-lhe novamente em Espanha (10 de dezembro de 1925 e 15 de fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13/14 de junho de 1929, no Convento de Tuy).
        Ir. Lúcia conta ainda que, entre abril e outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência.
        Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de verão e inverno, e agora todos os dias, num montante anual de cinco milhões.
                                                www.santuario-fatima.pt/

             Vista frontal e lateral da casa de Francisco e Jacinta em Aljustrel, quarto em que faleceu Francisco e o Poço de Arneiro, local da aparição do Anjo

 

 

 Capelinha das Aparições                                               Pe.Carlos e Pe.Felipe concelebrando no Santuário
 

           À noite, Terço Internacional e Procissão das Velas

 

  

Europa com Maria

       No dia 28 de abril partiu da Paróquia Nossa Senhora Aparecida um grupo de 50 pessoas, entre elas o Pe. Carlos e o Pe. Felipe, rumo aos santuários europeus de Fátima e Lourdes. Aproveitou, também, para conhecer pontos turísticos e religiosos em Lisboa, Madri e Roma, aonde os integrantes admiraram as inúmeras ruínas e monumentos na parte antiga da Cidade Eterna. Por último, apreciaram as maravilhas arquitetônicas, históricas e artísticas do Vaticano, culminando com audiência papal no dia 10 de maio. A foto à esquerda foi tirada numa rua da cidadela do Castelo de São Jorge. Nas três abaixo temos Alfama (o mais típico bairro de Lisboa), Mosteiro dos Jerônimos e a Praça do Rossio.
  

                                                           Madri 

             Em sequência: estátua equestre de Felipe IV, na Praça de Oriente; Pe. Carlos e Pe.Felipe após missa na Catedral de Madri e Palácio Real ( residência oficial do rei da Espanha Juan Carlos)

                                                           Roma

             Temos pela ordem: Fontana de Trevi, Pe. Carlos celebrando missa na Basílica de São João de Latrão e o Coliseu.

terça-feira, 15 de maio de 2012

3ª Exposição " Nossa Senhora e seus títulos gloriosos"




         Até o dia 1º de junho acontece pela terceira vez na área de eventos da Paróquia Nossa Senhora Aparecida a exposição " Nossa Senhora e seus títulos gloriosos". O evento apresenta altares em homenagem aos diversos títulos marianos, com o  significado e  a origem histórica da devoção que se difundiu por todo o mundo.  A entrada é gratuita, no horário das 8 às 22h.   




segunda-feira, 14 de maio de 2012

46° Dia Mundial das Comunicações Sociais

       A Pastoral da Comunicação da Diocese de Santos convida para as celebrações do Dia Mundial das Comunicações (sempre celebrado no Domingo da Ascensão do Senhor) que será neste ano no dia 20 de maio.
       Confira a programação:
 Dia 17 de Maio - 19h30 - Encontro de Reflexão sobre o 46ºDMC, com o tema "Silêncio e Palavra - Caminho da Evangelização".
 Local: Centro Diocesano de Pastoral - Av. Cons. Rodrigues Alves, 254 - Macuco/Santos . O encontro será orientado pelo professor e psicólogo Milton Lacerda, não  sendo necessário inscrição.
Dia 19 de Maio - 20 horas - Missa na Basílica Santo Antônio de Embaré (Av. Bartolomeu de Gusmão, 32 - Santos). Será celebrada Missa Diocesana pelo dia Mundial das Comunicações. A missa será gravada e transmitida pela TV Santa Cecília no dia 20 de maio,  às 10 horas.

                                                    Todos estão convidados! Vamos participar!

                                                           Maria da Penha Andrade Bastos
                                                                        Coordenadora

Uma prece pelas mães postada por D.Jacyr

                    ORAÇÃO PELAS MÃES

Senhor Jesus!
Abençoe as mães que sofrem, para que elas sintam a presença do teu amor.
Senhor Jesus!
Abençoe as mães que com muito amor e carinho cuidam e educam seus filhos a exemplo da sua Mãe Maria.
Senhor Jesus!
Abençoe e console as mães que perderam seus filhos e que estão a chorar.
Senhor Jesus!
Abençoe as mães que lutam por uma sociedade mais humana, justa, fraterna.
Senhor Jesus!
Abençoe todas as mães do Brasil e do mundo.
                                                               Amém!

                                                                 UM BEIJO E UMA PRECE!
                                                          
                                                                           DOM JACYR
                                                                      www.facebook.com

sexta-feira, 11 de maio de 2012

7º Café Teológico


       O Instituto de Teologia para Leigos da Diocese de Santos Beato Anchieta promove o 7º Café Teológico, com o tema “50 anos do Vaticano II: Memórias e Perspectivas”, que será apresentado pelo teólogo e professor Padre João Batista Libânio, autor de diversos livros, entre eles: “Concílio Vaticano II: em busca de uma primeira compreensão” (Loyola, 2005). Será no dia 24 de maio,  às 19h30, no Liceu Santista (Av. Francisco Glicério, 642- José Menino (próximo ao Orquidário Municipal) - Santos.  Entrada franca.


                                                 

Dia das Mães


       O segundo domingo de maio é um dia dedicado a homenagear as mulheres que acolheram em sua vida a missão sublime de gerar ou acolher um filho para educar. Ser mãe é dom gratuito da bondade de Deus para cada mulher, e também a possibilidade de aceitar trabalhar pelo futuro da humanidade. Uma significativa expressão da fidelidade de Deus no sacramento do matrimônio, que torna o amor de um casal fecundo e multiplicador de vida.
       Esse dia nascido por motivações afetivas, mas muito  explorado comercialmente nos dias atuais pode ser agora uma oportunidade de valorizar a vida e a família. Principalmente se refletimos sobre a missão importante da mãe (junto com o esposo) de educar seus filhos.
        Além de acolher ou procriar fisicamente, gerar um filho para a fé é um compromisso que sinaliza a relação de Deus com seu povo, que é sempre fecunda, capaz de multiplicar a vida, e se dá na plena confiança e entrega à providência divina.
        No contexto de um capitalismo selvagem que cada vez mais tenta destruir os valores verdadeiros da humanidade, ser mãe, para além de uma responsabilidade e de um dom, significa manifestar um compromisso com a vida em todas as suas dimensões. Com as pressões atuais contra a dignidade da vida e a propaganda contra a geração de filhos, constatamos que isso é ferir em uma mulher o direito de ser mãe, ferindo também sua mais profunda dignidade e violando aquilo que de mais belo Deus concedeu a uma mulher: o direito de ser mãe e de contribuir assim com a criação, que continua a ser criada e recriada. "Cada criança que nasce é Deus que volta a sorrir para o mundo" diz a tradição popular.
       Homenagear as mães nesse dia nos faz recordar da importância da família humana e também da figura de Maria, exemplo de mãe e educadora. Mulher forte e doce, mulher do silêncio, da presença e da esperança que não decepciona. Maria traz consigo as virtudes mais profundas, capazes de fazer de todas as mulheres verdadeiramente mães e mestras, como ela o foi. A humildade, a plena confiança em Deus, seu sim à acolhida do projeto divino em sua vida, conformando-se plenamente a ele, as lutas para proteger o filho, a coragem de lançá-lo no projeto do Pai antes mesmo de "chegar a sua hora", a força para acompanhar o filho no sofrimento e aos pés da cruz, acolher o filho morto ao ser retirado da cruz e contemplar, em seus braços, seu corpo sofrido por amor, a esperança de fazer continuar o projeto de construção do Reino junto com os discípulos amedrontados no cenáculo, a alegria de ver o filho ressuscitado e Senhor para sempre.
        Mães de nosso tempo: pobres, mas incapazes de abandonar os filhos que gerou. Capazes de educar na dificuldade, nunca os deixando de lado. Mulheres de fé, que choram aos pés do Santíssimo Sacramento e da Virgem das Dores, implorando a Deus por seus filhos, escravos das drogas, da prostituição e de tantos outros vícios. Mães que percorrem o calvário com seus filhos, lutam para que não sejam mortos e imploram de Deus uma nova vida de cada um deles. Verdadeiras guerreiras, batalhando e lutando por sua prole, trabalham de sol a sol para estudar os filhos, fazê-los crescer bem e oferecer-lhes melhores condições de vida e novas possibilidades, que, elas mesmas, não puderam receber. Mulheres que choram as dores dos filhos, que sorriem e celebram suas vitórias. Mulheres de aço, mulheres como flores, singelas e frágeis. Amor traduzido em gestos concretos e na mais profunda oferta de vida. Capazes de tudo para garantir aos filhos uma vida de sucesso e de realização.
        As Sagradas Escrituras estão cheias dos testemunhos de mulheres, mães, que tudo fizeram para que seus filhos compreendessem e permanecessem no caminho do Senhor. Vale lembrar o desejo de Sara de ser mãe e sua confiança em Deus, que transformou sua impossibilidade e fez de Abraão Pai de todas as nações (Gn 18,10); a história de Ana, mãe de Samuel, que deu a luz o filho primogênito (1Sm 1-2); a belíssima história da mãe e dos sete filhos que dão a vida mas não negam o Senhor (2Mc 7, 1-40); a busca da mulher cananéia pela cura de sua filha (Mt 15,21); a alegria de Isabel ao conceber João Batista (Lc 1, 12-15) e Maria, modelo novo de maternidade e coragem (Lc 1, 26-38).
        A figura materna tem nas Sagradas Escrituras um valor profundo que até mesmo a revelação compara o amor de Deus com algumas características maternas: "... agora vou gritar como a mulher que dá a luz, vou gemer e suspirar" (cf.Is 42, 14); "Sião dizia: o Senhor me abandonou; o Senhor me esqueceu. Mas, pode a mãe esquecer o seu filho, ou a mulher a criança em suas entranhas? Ainda que ela esqueça, eu não esquecerei você" (cf. Is 49,15); "Como a mãe consola o seu filho, assim eu vou consolar vocês... (cf. Is 66,13).
        Na história do cristianismo, tantas mães se santificaram pensando e promovendo o bem para seus filhos. Recordemos de Santa Mônica, que tanto rezou pela conversão do filho Agostinho, que se tornou um santo e doutor da Igreja, ou ainda, Santa Rita de Cássia, que rezou a Deus por seus filhos, que não queria vê-los manchados com a culpa do sangue e do ódio entre famílias rivais.
        A todas as mães queremos homenagear e rezar para que suas presenças sejam sempre sinal de vida e de fecundidade. Para que sinalizem o amor de Deus com suas vidas, principalmente em nossos tempos, onde o direito de ser mãe vem sendo substituído pelo horror do aborto que fere a dignidade de tantas mulheres iludidas por falsas ideologias.
        Rezemos também pelas mães que já se encontram junto com Maria na eternidade, na bem-aventurança eterna para que recebam a recompensa de suas vidas doadas e entregues a Deus e à família.
        Que Maria mãe e mestra, cubra todas as mães com seu sagrado manto de amor, humildade e dedicação. Que ela alcance de Deus para todas as mães as condições necessárias para educarem seus filhos com dignidade, na justiça, fraternidade e solidariedade. Que nenhuma mãe se esqueça de que a melhor herança que podem entregar a seus filhos é a fé.
                        Maria, mãe de todos os povos, rogai por nós!
                                                
                                                Dom Orani João Tempesta
                                            Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)
                                     Qui, 10 de Maio de 2012 09:46 por: cnbb







Bento XVI: Em momentos difíceis vossas orações me sustentam

       O Papa Bento XVI ressaltou uma vez mais a necessidade imperiosa de rezar e assinalou que assim como a primeira comunidade da Igreja Católica rezava por São Pedro enquanto esteve no cárcere, assim também o Pontífice se sente sustentado pelas orações dos fiéis de todo o mundo, especialmente nos momentos mais difíceis.
       Na audiência geral desta quarta-feira e diante de cerca de 10 mil peregrinos, o Papa refletiu sobre uma passagem dos Atos dos Apóstolos que narra a prisão de Pedro que finalmente é libertado pela intervenção de um anjo do Senhor. Bento XVI afirmou que este episódio "nos diz que a Igreja, cada um de nós, atravessa a noite da prova, mas que a incessante vigilância da oração é que nos sustenta".
       "Também eu, desde o primeiro momento de minha eleição como Sucessor de Pedro, me senti amparado pela vossa oração, pela oração da Igreja, sobretudo nos momentos mais difíceis. Agradeço de coração", afirmou.
       Bento XVI ressaltou logo que "com a oração constante e confiante, o Senhor nos liberta das cadeias, nos guia para atravessar qualquer que seja a noite de prisão que possa tomar nosso coração, nos dá a serenidade do coração para enfrentar as dificuldades da vida, também a rejeição, a oposição, a perseguição".
       Conforme assinala a nota da Rádio Vaticano, o Pontífice disse ademais que "o episódio de Pedro mostra essa força na oração. E o Apóstolo, mesmo em meio às correntes, se sente tranquilo, na certeza de não estar sozinho: a comunidade está rezando por ele, o Senhor está próximo a ele; e mais ainda: ele sabe que a força de Cristo se manifesta plenamente na fraqueza".
       Na síntese que fez de sua catequese, o Pontífice disse que com a prisão de Pedro "a comunidade congregada ora ante o perigo e a perseguição. O Apóstolo, acorrentado, acha-se tranquilo e crédulo, com a certeza de não estar sozinho: a Igreja reza por ele; o Senhor lhe acompanha; e sabe que a força de Cristo se realiza na debilidade".
       "Ele (Pedro) experimenta que no seguimento de Jesus está a verdadeira liberdade, se é envolvido por uma luz fulgurante da Ressurreição e por isso, se pode testemunhar até o martírio que o Senhor Ressuscitou e que verdadeiramente mandou o seu anjo que o arrancou das mãos de Herodes".
       Este fato que é narrado por São Lucas, continuou o Papa, "o episódio da libertação de Pedro narrado por Lucas, nos diz que a Igreja, cada um de nós, atravessa a noite da prova, mas é a vigilância incessante da oração que nos sustenta".
       Em italiano o Papa advertiu logo sobre os problemas que podem existir na comunidade dos crentes, como aconteceu com os primeiros cristãos: "S. Tiago nos fala disso em sua Carta. Uma comunidade em crise, em dificuldades, nem tanto pelas perseguições, mas porque em seu interior há ciúmes e lutas".
       "E o Apóstolo se pergunta o porquê daquela situação. Ele encontra dois motivos principais: o primeiro é o deixar-se dominar pelas paixões, pela ditadura do próprio querer, pelo egoísmo (Tiago 4,3); o segundo é a falta de oração - “não pedis” (Tiago 4,2b) – ou a presença de uma oração que não se pode definir como tal - “pedis e não obtenhais, porque pedis mal, para satisfazer as vossas paixões. Essa situação mudaria, segundo São Tiago, se a comunidade falasse unida com Deus, pela continuidade de um diálogo vivo com o Senhor".
       "Um aspecto importante também para nós e nossas comunidades, sejam aquelas pequenas como a família, sejam aquelas mais vastas como a paróquia, a diocese, a Igreja inteira. Faz-me refletir que as pessoas rezaram nessa comunidade de São Tiago, mas rezaram mal, somente pelas próprias paixões. Devemos sempre de novo aprender a rezar bem, rezar realmente, orientar-se para Deus e não em direção ao bem próprio".
       Falando sobre Pedro, o Papa ressaltou ao final de seu discurso que "o martírio que sofrerá em Roma o unirá definitivamente a Cristo, que o havia dito: quando fores velho outro te levará para onde não queres ir - para indicar com qual morte ele teria que glorificar a Deus”.
       O Papa concluiu sua catequese afirmando que "a oração constante e unânime é um precioso instrumento também para superar as provas que podem surgir no caminho da vida, porque é o estar profundamente unidos a Deus que nos permite de estarmos também profundamente unidos aos outros".

                         VATICANO, 10 Mai. 12 / 10:49 am (ACI/EWTN Noticias)