terça-feira, 29 de outubro de 2013

É necessário praticar a Palavra

     O Senhor nos diz: “Incuti as minhas palavras em vosso coração e em vossa alma! Atai-as, como sinal, a vossas mãos, e ponde-as como faixas em vossas cabeças. Ensinai-as a vossos filhos, falando-lhes delas, seja quando estiverdes sentados em casa, seja andando pelos caminhos, tanto ao deitardes quanto ao levantardes” (Deuteronômio 11,18-19). 
     “Incutir” quer dizer fazer a Palavra de Deus entrar lá dentro do nosso coração. Não podemos ficar somente na pregação, na leitura, claro que é necessário lermos e meditarmos a Palavra de Deus, mas é também necessário que a vivamos na prática. Devemos querer vivê-la, pois é vontade de Deus e nossa que cumpramos a Palavra d'Ele.
      Todos nós compareceremos diante de Jesus, face a face. Você já imaginou se, nessa hora, sua casa ruir por não ter vivido segundo a vontade de Deus, vivendo um Cristianismo “light”? O mundo quer que vivamos segundo a mentalidade dele e nós podemos até ser muito da Igreja, trabalhar muito na Igreja, mas viver no ritmo do mundo, dançando e deslizando no ritmo dele.  
     Isso precisa acabar em nossas vidas! É hora de nos decidirmos a viver verdadeiramente a Palavra de Deus! Chega de ser “mais ou menos”, de ser “light”!
     Por isso, o Senhor nos exorta ao falar da construção de uma casa. Uma pessoa que construiu a casa sobre a rocha, aconteça o que acontecer: vendavais, tempestades, chuvaradas, ela [casa] permanecerá firme; por outro lado, aquele que a construiu sobre a areia, no primeiro vendaval, na primeira chuvarada, a casa já ruiu. E como diz a Palavra: “a ruína foi completa”.

                                                          Monsenhor Jonas Abib
                                               Fundador da Comunidade Canção Nova
                         http://cancaonova.com/portal/canais/pejonas/pejonas_msg_dia.php

Vida além da morte: o meu Redentor vive!

     Na comemoração de Finados, como costuma acontecer todos os anos, os cemitérios vão encher-se de gente visitando os túmulos dos falecidos, deixando flores ou algum outro sinal do afeto e da saudade que continuam a unir quem segue vivendo com quem já não está mais aqui. Dia de reflexão, de procura de respostas para as muitas interrogações que a vida e a morte suscitam…
    Também os fiéis católicos vão aos cemitérios, levam flores e manifestam seu pesar pela morte dos familiares e amigos… Mas eles são convidados nessa ocasião, mais ainda neste Ano da Fé, a manifestar a fé da Igreja no que diz respeito à vida e à morte. Qual é a luz especial que nossa fé traz para iluminar esse lado da existência, sobre o qual pairam tantas dúvidas? As respostas da fé cristã são muitas e luminosas.
     Antes de tudo, nós cremos no Deus vivo, também chamado “o Vivente”, que é a origem de toda vida, o “Amigo da vida”. Não cremos num deus “objeto” ou “coisa”, nem num deus “energia” ou força mecânica cega. Cremos no Deus que é “pessoa”, que se relaciona e se comunica, que ama e se compadece; que vive e que dá a vida. Ele concedeu ao homem também ter o “sopro da vida”.
     Diz-nos ainda nossa fé que Deus nos chama à vida por um ato de bondade e benevolência. Não é o homem quem dá a vida a si mesmo: recebe-a. Por isso, acolhemos com profundo respeito e gratidão a vida que temos e também a vida do próximo. Não somos nós os senhores absolutos da vida e da nossa existência; somos agraciados por esse dom divino. Devemos zelar o melhor que podemos pela vida, pela qual deveremos dar contas a Deus.
     Nossa fé nos fala da morte corporal: ela pertence à presente ordem da realidade, na qual tudo ainda é precário e provisório; não vivemos ainda a realidade definitiva de nossa existência, mas caminhamos para ela. Para além da morte corporal, existe o Deus a vida, não sujeito às realidades precárias deste mundo. Ele nos chama a si, a confiar nele, para recebemos dele o dom da vida eterna e da felicidade plena.
     “Creio na ressurreição da carne e na vida eterna” – assim professamos no Credo da Igreja. Nossa fé não se refere apenas à sobrevivência da alma espiritual; a expressão “ressurreição da carne” fala da pessoa na sua inteira condição humana. “Toda carne verá a salvação de Deus” (cf. Lc 3,6) – isso significa que todos os seres humanos verão a salvação de Deus. Quando São João afirma, no prólogo de seu Evangelho, que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (cf Jo 1,14), isso significa que o Filho eterno de Deus assumiu nossa condição de “carne”, ou seja, sujeitou-se à precariedade deste mundo e se fez solidário conosco.
     Nossa fé na ressurreição da carne baseia-se na fidelidade de Deus a si mesmo e à sua obra; Deus não nos chamou à vida para descartar-nos, em seguida; mas, para que possamos ter vida em plenitude. E o Filho de Deus, Jesus Cristo, viveu “na carne” e passou à vida glorificada através da ressurreição “da carne”; Ele é a garantia da vida futura glorificada também para nós, que continuamos a viver na presente precariedade da existência. Em Cristo ressuscitado, também nós, de alguma forma, já ressuscitamos para uma vida nova (cf Ef 2,6). Por isso, os túmulos dos cristãos, geralmente, estão marcados por uma cruz, lembrando Cristo Salvador, mediante o qual nós esperamos ser salvos da morte para participar, com Ele, da vida plena.
     No Ano da Fé não tenhamos receio de afirmar nossa fé no dia de Finados e de dizer, como o justo Jó: “eu creio que o meu Redentor vive e que, por fim, Ele se levantará sobre o pó… E com meus olhos eu verei a Deus” (cf Jó, 19,25-27).

         Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo (SP) e Presidente do Regional Sul 1 da CNBB
         Categoria: Com a palavra o Presidente
          www.cnbbsul1.org.br/

Cardeal Hummes preside abertura do Encontro da Igreja Católica na Amazônia

     “Estamos aqui em um encontro que pretende ser amplo, profundo, histórico”, afirmou o presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, cardeal Cláudio Hummes, na abertura do 1º Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal, ocorrida ontem, 28, em Manaus (AM). De acordo com dom Cláudio, o encontro é um momento histórico dentro do contexto dos 400 anos de evangelização na Amazônia e um resgate da caminhada da Igreja na região desde o Concílio Vaticano II.
     O evento reúne bispos, coordenadores de pastoral, religiosos e leigos dos seis regionais da CNBB que fazem parte da Amazônia Legal: Norte 1(norte do Amazonas e Roraima), Norte 2 (Amapá e Pará), Norte 3 (Tocantins e norte de Goiás), Nordeste 5 (Maranhão), Noroeste (Acre, sul do Amazonas e Rondônia) e Oeste 2 (Mato Grosso). Trata-se de uma iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por meio da Comissão Episcopal para a Amazônia.
    Durante quatro dias, os participantes irão discutir a realidade política, social, econômica, cultural e religiosa da região, e a contribuição da Igreja Católica para a promoção e defesa da vida dos seus habitantes e de sua biodiversidade.
      Segundo dados do IBGE, a Amazônia Legal compreende uma superfície de aproximadamente 5 milhões de quilômetros quadrados, ou seja, cerca de 61% do território brasileiro. Nesta região, vivem em torno de 24 milhões de pessoas em 775 municípios. Abriga o mais extenso dos biomas brasileiros e abrange um terço das florestas tropicais úmidas do planeta e detém um quinto da disponibilidade mundial de água potável.       Cardeal Claudio Hummes“Vocês representam mais da metade do território nacional”, disse dom Cláudio Hummes aos participantes do encontro. “Hoje como estamos respondendo aos desafios da Amazônia?”, questionou.
     Ao lembrar as palavras do papa Francisco, dom Cláudio disse que a Amazônia é um banco de prova, um teste decisivo para o futuro da Igreja. “Nós Igreja temos de saber ouvir e resolver. O papa nos disse para termos coragem. É preciso arriscar, ir para frente, porque se não arriscarmos já estamos errando”, acrescentou.
    O 1º Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal prossegue até quinta-feira, 31 de outubro.   Informações no sites da CNBB e www.igrejacatolicanaamazonialegal.com

                                                         Fonte: Do site da CNBB
                                                         www.cnbbsul1.org.br

Agenda paroquial


*Apostolado da oração – Hora Santa dia 31/10/2013 (quinta-feira) às 15h. Missa em louvor ao Sagrado Coração de Jesus no dia 1º(sexta-feira) às 18h30.

*Finados – dia 02/11/2013 (sábado). Teremos missa às 16h e 19h30.

*ECC - Convida a comunidade a participar da “Festa a fantasia” que será dia 08/11/2013 no Clube 2004. Convites por pessoa R$55,00 e dão direito à comida e bebidas à vontade. Maiores informações com a equipe do ECC e secretaria paroquial.

*Noite da Pizza – Será realizado no dia 23/11/2013 (sábado) às 220h. Convites no valor de R$17,00 à venda na secretaria e nos plantões das missas de final de semana.

 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Vaticano se prepara para receber milhares de famílias

     O Vaticano se prepara para receber no próximo final de semana, 26 e 27, mais de 150 mil pessoas que participarão da Peregrinação Internacional das Famílias ao Túmulo de São Pedro. O evento é promovido pelo Pontifício Conselho para as Famílias, e está inserido nas festividades do Ano da Fé. 
     O tema “Família, viva a Alegria da fé”, reunirá famílias dos cinco continentes e 70 países, em dois dias dedicados à oração, palestras e peregrinações. De acordo com o presidente do Dicastério para a Família, Dom Vincenzo Paglia, o encontro de numerosas famílias servirá de apelo para que a centralidade da família na sociedade seja recuperada.
     “Se não é bom que o homem esteja sozinho, também não é bom que a família esteja só. A Família deve estar no centro da cultura, da política, da economia, das finanças, da vida dos povos e das nações”, destaca Dom Paglia. 
     Para guiar as reflexões durante o encontro, os participantes receberão um livreto com 35 textos do Cardeal Jorge Mario Bergoglio, hoje Papa Francisco, sobre as famílias, escritos desde 1999. 
      Na programação do evento estão reservados dois encontros com o Papa Francisco. No sábado, 26, o Pontífice receberá as famílias na Praça São Pedro, às 17h, para oração e profissão de fé. No domingo, 27, às 10h30, Francisco celebrará a Missa de encerramento da peregrinação.
     De acordo com o Pontifício Conselho para as Famílias, os convidados especiais do evento são as crianças e os idosos. Um desejo expresso pelo Papa Francisco, que constantemente recorda a importância das crianças e idosos para o futuro da sociedade.
      "Queremos promover uma grande festa da Família ao redor do Papa Francisco. Roma quer se tornar a 'Capital' da família italiana e mundial. Ser família é belo (...) é isso que queremos gritar para o mundo", conclui o presidente do Pontifício Conselho para as Famílias.

                                         Liliane Borges
                                        Da Redação, com Pontifício Conselho para as famílias
                                        http://noticias.cancaonova.com

Desafios sociais da Copa do Mundo e presença da Igreja são temas de encontro

     Representantes das cidades-sede dos jogos mundiais da Copa de 2014 estiveram reunidos, nos dias 16 e 17 de outubro, nas Pontifícias Obras Missionárias, em Brasília, para refletir sobre a presença da Igreja do Brasil durante a realização deste evento internacional. 
   O encontro foi presidido pelo bispo referencial da Pastoral do Turismo e arcebispo de Maringá (PR), dom Anuar Battisti, e contou com a participação de membros da Pastoral do Povo de Rua e da Pastoral da Mulher Marginalizada. 
    Trata-se de uma iniciativa da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, por meio da Pastoral do Turismo e do Setor Mobilidade Humana. Na ocasião, os participantes discutiram os desafios sociais relacionados à Copa do Mundo, como remoções, exploração sexual, higienização das cidades e o aspecto religioso.
    Durante a reunião foi criado um grupo de trabalho nacional para articular os comitês arquidiocesanos. Além disso, o grupo decidiu organizar um calendário comum de atividades, elaborar um folder com orientação sobre os desafios e perspectivas que envolvem a Copa, capacitar agentes de pastoral para o acolhimento de turistas, entre outros encaminhamentos que serão enviados, pela Pastoral Turismo, aos bispos do Brasil.

                                                          Sex, 18 de outubro de 2013 16:21  cnbb

Cefep oferece curso de formação política para leigos

     A formação dos leigos para a missão política é o compromisso do Centro Nacional de Fé e Política Dom Hélder Câmara (Cefep), iniciativa da CNBB, por meio da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato. O organismo promove, há 8 anos, um curso de formação política para cristãos leigos, com o objetivo de fomentar um pensamento social à luz da doutrina da Igreja.
     Lideranças das comunidades eclesiais, pastorais sociais, movimentos, conselhos de leigos e organismos, bem como de pretendentes a cargos em instâncias políticas são convidados a participar do curso. Também os que já militam na área, em partidos, sindicatos e conselhos municipais.
    Os organizares apresentam, no entanto, alguns critérios para aceitar a inscrição: identidade cristã de vivência e participação; compromisso de participação de todas as etapas previstas; ensino médio concluído e o compromisso de ser agente multiplicador. O interessado deve apresentar uma carta de apresentação da entidade que representa, bem como possuir conhecimento e acesso à internet.

                                                                      Estrutura
    O curso tem duração de um ano e meio, totalizando 360 horas aula. Metade do curso tem aulas presenciais, em Brasília (DF), que inclui visitas técnicas ao Congresso Nacional e a outras entidades. A outra metade será na modalidade à distância, em parceria com a PUC/Rio, com certificado de especialização ou extensão universitária. Ao final, o participante deve apresentar uma monografia com orientação específica.
    O prazo final das inscrições termina no dia 31 de outubro. Os interessados podem baixar a ficha de inscrição no site da CNBB, no qual estão as informações sobre hospedagem e valor da participação. A ficha preenchida deve ser enviada para o e-mail cefep@cefep.org.br.
    O Cefep dispõe de um número limitado de bolsas para hospedagem, alimentação e estudo do curso presencial, destinadas a apoiar a participação de pessoas com dificuldades financeiras. Mais informações pelo telefone (61) 3349-4623, de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 17h30.

                                           Seg, 21 de outubro de 2013 15:52  cnbb

Papa Francisco recorda que o dinheiro é importante para ajudar o próximo

     “A ganância, pensar só no dinheiro destrói as pessoas, destrói as famílias e as relações com os outros”. Foi o que disse o papa Francisco na missa da manhã desta segunda-feira, 21 de outubro, na capela da Casa Santa Marta. Comentando o Evangelho do dia, em que um homem pede a Jesus que ajude a resolver uma questão de herança com o seu irmão, o papa falou sobre a relação de cada pessoa com o dinheiro.
      “Isso é um problema de todos os dias. Quantas famílias vemos destruídas pelo problema do dinheiro: irmão contra irmão; pai contra filho... E esta é a primeira consequência desse atitude de desejar dinheiro: destrói! Quando uma pessoa pensa no dinheiro, destrói a si mesma, destrói a família! O dinheiro destrói! É assim ou não? O dinheiro é necessário para levar avante coisas boas, projetos para desenvolver a humanidade, mas quando o coração só pensa nisso, destrói a pessoa”.
      Ao recordar a parábola do homem rico, Francisco explicou a advertência de Jesus de que devemos nos manter afastados da ambição. “É isso que faz mal: a ambição na minha relação com o dinheiro. Ter mais, mais e mais… Isso leva à idolatria, destrói a relação com os outros! Não o dinheiro, mas a atitude que se chama ganância. Esta ganância também provoca doença… E no final – isso é o mais importante – a ambição é um instrumento da idolatria, porque vai na direção contrária àquela que Deus traçou para nós. São Paulo nos diz que Jesus Cristo, que era rico, se fez pobre para nos enriquecer. Este é o caminho de Deus: a humildade, o abaixar-se para servir. Ao contrário, a ambição nos leva para a estrada contrária: leva um pobre homem a fazer-se Deus pela vaidade. É a idolatria!”, disse o papa.

                                           Seg, 21 de outubro de 2013 08:41  CNBB / Rádio Vaticano